
Ultimamente virou moda falar sobre coisas sobrenaturais. Anjos, demônios, fantasmas, bruxas - Potter não conta! - vampiros, lobisomens, espectros, sacis, curupiras, boitatás e não me admiro se a Cuca ficar famosa de novo. Humanos adoram lidar com coisas desconhecidas, talvez isso estimule a adrenalina cerebral, quem sabe. Explorar o desconhecido é próprio da natureza do homem, tentar entender ou posicionar-se a respeito de forças ocultas também.
Desde pequenos somos induzidos a acreditar que existe um bicho-papão morando embaixo da cama e, se não formos boas crianças, ele vem nos devorar. Sinceramente, sempre defendi a hipótese do bicho-papão morador lá de casa ser vegetariano, pois nunca deu nenhum sinal de vida - ou morte - e hibernava em tempo integral embaixo dos movéis.
Criou-se um estereótipo para definir tais "criaturas do além"; demônios são do inferno, rodeados por labaredas de fogo, fumaça preta e todo aquele glamour de Hollywood, anjos são crianças ou lindos jovens loiros de cabelos cacheados e asas branquinhas, bruxas usam um chapéu roxo e tem um nariz grande e cheio de verrugas, - sim, pessoas narigudas sofrem - vampiros são sedutores - alguns brilham no sol, quanto "fashionismo" - , usam roupa preta e se parecem com Ian Somerhalder ou Robert Pattinson. Ah, qual é?
Alguém já parou para pensar que anjos ou demônios são nossos próprios conflitos internos? Quem nunca acordou num dia ruim onde tudo parece um verdadeiro purgatório? E há também os dias bons, ensolarados, tais como o paraíso.
Então, por que cultuar uma obsessão por entidades além da matéria? Essas são crenças da Idade Média, não dos dias contemporâneos. Edward Cullen, o representante mór do modernismo vampiresco criado por Sthepenie Meyer, mostrou até que ponto esses atraentes mortos-vivos podem ser metrossexuais (leia-se: gays). Se os vampiros evoluíram, os outros monstros também merecem essa chance. As bruxas devem recorrer a uma plástica, demônios mudar-se para o Alasca e viver num iglu tentando livrar-se de tanto calor, lobisomens já contam com depilação a laser, uma opção definitiva na remoção dos pelos corporais e a Cuca viciou-se em Gossip Girl tendo de frequentar terapia de apoio para compradores compulsivos. Você ainda acha que eles querem nos aterrorizar com tanta coisa melhor a fazer? Reveja seus conceitos e pare de ler os livros do Dan Brown.
Criou-se um estereótipo para definir tais "criaturas do além"; demônios são do inferno, rodeados por labaredas de fogo, fumaça preta e todo aquele glamour de Hollywood, anjos são crianças ou lindos jovens loiros de cabelos cacheados e asas branquinhas, bruxas usam um chapéu roxo e tem um nariz grande e cheio de verrugas, - sim, pessoas narigudas sofrem - vampiros são sedutores - alguns brilham no sol, quanto "fashionismo" - , usam roupa preta e se parecem com Ian Somerhalder ou Robert Pattinson. Ah, qual é?
Alguém já parou para pensar que anjos ou demônios são nossos próprios conflitos internos? Quem nunca acordou num dia ruim onde tudo parece um verdadeiro purgatório? E há também os dias bons, ensolarados, tais como o paraíso.
Então, por que cultuar uma obsessão por entidades além da matéria? Essas são crenças da Idade Média, não dos dias contemporâneos. Edward Cullen, o representante mór do modernismo vampiresco criado por Sthepenie Meyer, mostrou até que ponto esses atraentes mortos-vivos podem ser metrossexuais (leia-se: gays). Se os vampiros evoluíram, os outros monstros também merecem essa chance. As bruxas devem recorrer a uma plástica, demônios mudar-se para o Alasca e viver num iglu tentando livrar-se de tanto calor, lobisomens já contam com depilação a laser, uma opção definitiva na remoção dos pelos corporais e a Cuca viciou-se em Gossip Girl tendo de frequentar terapia de apoio para compradores compulsivos. Você ainda acha que eles querem nos aterrorizar com tanta coisa melhor a fazer? Reveja seus conceitos e pare de ler os livros do Dan Brown.
geh adoro o estilo q vc escreve, sempre revoltada com alguma coisa q todo mundo costuma se deixar levar rsrs... eu posso dar uma explicacao para suas perguntas. Segundo um cara muito mas muito fodao da teoria literaria, nos apenas toleramos a vida real, porque a mais importante para nos eh a imaginaria, os sonhos e a ficcao, sua vida eh chata demais para vive-la apenas no dia-a-dia, precisamos de pricipes, viloes, fugas, quebras de regras, sexo proibido, casamentos, filhos etc para sermos felizes.. por isso sonhamos.
ResponderExcluirAgora, quanto a essa overdose fantastica atual, pura tendencia, como em todos os movimentos literarios anteriores, onde ou os poetas eram mega realistas, ou se matavam jovens por amor, tudo regado a muito entorpecente. quando o movimento fantastico passar, vao nomea-lo. Agora, eh interessante ver que o movimento literario atual, abrange todos os veiculos, e foca diretamente e violentamente no adolescente. Francamente preocupante. mas como costumam ser os jovens mesmo a revolucionar as coisas, acredito que as criancas q hj veem crepusculo e ouvem restart serao os primeiros a fazerem um violento movimento contra a alienacao, exatamente por terem sido vitimados por ela sem poderem se defender, aguarde amiga, sao os jovens com menos liberdades que mais gritam por ela.
ResponderExcluirCamila extremamente utópica, rs. Tanto que isso me soou até meio Renato Russo sabia?! "A juventude que vai e que luta...". Eu acho que estão acomodados, numa zona de conforto do caralho, tudo vem pronto e massificado só pra que consumam, mas eu adoro seus pontos de vista, sabe disso né?! Os comentários enormes também, é bom ver que ainda existem pessoas com alguma opinião formada, que saibam defendê-las e, melhor ainda que visitam este espaço de loucuras expressadas por minha pessoa. Um beijo enorme, amiga.
ResponderExcluirIsso faz parte da cultura de massa atual, onde o que vende muito são filmes e séries sobre vampirinhos com cara de teen pq a meninada gosta. Não deixa de ser tb um escapismo para esquecer os problemas reais da vida cotidiana, um ópio.
ResponderExcluirInfelizmente é algo inevitável como a morte e os impostos, rss.
Não q eu goste, mas acho essa modinha menos ruim do que a do RAP q alastrou no final do meu colegial. Pelo menos só é babaca, não faz apologia à violência.