segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ruídos silenciosos

Sem querer saí do trabalho e caminhei até a praia. Sentei na areia e fiquei olhando o mar, a maneira como as ondas quebravam ora rápidas, ora lentas bem próximas a mim. Movimentos desuniformes, embora candenciados, cheios de ritmo.
Você é assim. Pura harmonia, soneto, poesia encutidos sob a pele, poros e células.Teus acordes foram compostos para completar as minhas letras. O teu riso é o que se segue do meu. Na tua íris se escondem todos os meus medos.
Um copo transbordado. Toques. Um copo vazio.
 Você veio, você se foi e voltou, exatamente como as ondas sempre se perdendo na areia. Tu foste o meu deserto. Infinito.
Era o blues do meu jazz, mas a trilha acabou, sobraram apenas setlists espalhados pelo chão, um Marshall desligado e uma palheta solitária nesse nosso palco.