
Parece ironia, mas a protagonista do filme "Confessions of a shopaholic", Rebecca Bloomwood além de jornalista - isso mesmo, jornalista! - é uma compradora compulsiva, do tipo que se sente loucamente atraída por uma vitrine, que ao enxergar um vestido, bolsa ou sapato dispostos no manequim, sente um calafrio e a necessidade de possuí-los. Ouve sussurros intermitentes ao pé do ouvido balbuciando coisas como Gucci, Louboutin, Hermès, Balenciaga, Prada, Dior, Yves Saint-Lauren, Cartier, Marc Jacobs, Tiffany, Jean Paul Gaultier entre outros, ficando quase louca e revirando-se na cama de um lado para o outro. Alguma semelhança? Pequena eu diria.
Ninguém em seu perfeito estado de sanidade, sairia por aí gastando descontroladamente à la Becky, porém o imenso desejo de comprar, comprar e comprar é bem igual. Ah, aquela bolsa clássica da Chanel! O que eu não faria por ela? E os modelos da Louis Vuitton? Uma loucura! Você se prende num emaranhado, o qual não consegue mais sair, estabelece uma relação dependente e às vezes doentia com seu cartão de crédito. Claro, pois qual homem te entenderia tão bem quanto aquele casaco Herchcovitch de toque macio, textura ímpar e cor opaca tradicional do inverno? Nenhum. E ele te cai tão perfeitamente, feito sob medida para o seu "delírio".
Adquirir uma peça de grife te torna mais poderosa, segura e inatingível, ao menos por alguns minutos, não é? Eu sei bem disso, tenho uma Becky Bloom morando bem aqui dentro, gritando alto para sair as compras. Ainda não encontrei a minha echarpe verde, nem o editor bonitão capaz de me livrar do vício, embora a inspiração do texto tenha vindo com o filme. Passei os quatro anos do meu curso de jornalismo - acredite se quiser - ouvindo elogios sobre meu estilo e senso de moda; assistir a essa comédia me fez ver o paralelismo entre ficção e realidade.
É cada vez mais comum encontrar meninas e mulheres tentando ser "It girls", ditando modismos e tendências, imprimindo sua personalidade através das roupas. Moda é isso, muito além de vestir-se, é mostrar quem você é e para que veio. Detalhes - leia-se acessórios e afins - são primordiais, os responsáveis pelo efeito único de um look, uma marca registrada. Ora podem te tornar uma Jeanne Lanvin, ora podem te transformar em Lady Gaga, depende do seu feeling.
Nem sempre fui ligada nisso, apenas me preocupava em combinar cores e não ficar over, foi então que eu aprendi a brincar com a moda, fazer acontecer do meu jeito e não ser apenas mais um pontinho básico na multidão. Becky Bloom é de fato uma surtada fora dos limites, mas ainda assim consegue ser uma louca hype e cheia de estilo, afinal, saber diferenciar cashmere de poliéster não é pra qualquer um.
Ninguém em seu perfeito estado de sanidade, sairia por aí gastando descontroladamente à la Becky, porém o imenso desejo de comprar, comprar e comprar é bem igual. Ah, aquela bolsa clássica da Chanel! O que eu não faria por ela? E os modelos da Louis Vuitton? Uma loucura! Você se prende num emaranhado, o qual não consegue mais sair, estabelece uma relação dependente e às vezes doentia com seu cartão de crédito. Claro, pois qual homem te entenderia tão bem quanto aquele casaco Herchcovitch de toque macio, textura ímpar e cor opaca tradicional do inverno? Nenhum. E ele te cai tão perfeitamente, feito sob medida para o seu "delírio".
Adquirir uma peça de grife te torna mais poderosa, segura e inatingível, ao menos por alguns minutos, não é? Eu sei bem disso, tenho uma Becky Bloom morando bem aqui dentro, gritando alto para sair as compras. Ainda não encontrei a minha echarpe verde, nem o editor bonitão capaz de me livrar do vício, embora a inspiração do texto tenha vindo com o filme. Passei os quatro anos do meu curso de jornalismo - acredite se quiser - ouvindo elogios sobre meu estilo e senso de moda; assistir a essa comédia me fez ver o paralelismo entre ficção e realidade.
É cada vez mais comum encontrar meninas e mulheres tentando ser "It girls", ditando modismos e tendências, imprimindo sua personalidade através das roupas. Moda é isso, muito além de vestir-se, é mostrar quem você é e para que veio. Detalhes - leia-se acessórios e afins - são primordiais, os responsáveis pelo efeito único de um look, uma marca registrada. Ora podem te tornar uma Jeanne Lanvin, ora podem te transformar em Lady Gaga, depende do seu feeling.
Nem sempre fui ligada nisso, apenas me preocupava em combinar cores e não ficar over, foi então que eu aprendi a brincar com a moda, fazer acontecer do meu jeito e não ser apenas mais um pontinho básico na multidão. Becky Bloom é de fato uma surtada fora dos limites, mas ainda assim consegue ser uma louca hype e cheia de estilo, afinal, saber diferenciar cashmere de poliéster não é pra qualquer um.