sábado, 24 de abril de 2010

Sábado


Esta manhã estava nublada, mas com um sabor diferente. Sabor de coisas novas, cores mais vivas e iluminadas. O misto de confusão tinha se aquietado dentro de mim, ficou silencioso por algumas horas. A dúvida sempre me acompanhou, e desde então, tinha decidido seguir viagem sozinha. Eu fiz minha escolha: talvez a certa, talvez a errada, mas era preciso arriscar para saber.
Olhei sobre a mesa uma xícara que refletia a luz do dia vinda das janelas de vidros quadriculados. Minha sombra se detalhava nas paredes cobertas por um verniz cintilante e perolado. Não era onde eu deveria estar, mas era onde eu queria permanecer eternamente. Os lábios eram contornados com delicadeza pelos meus dedos, os olhos teimavam em se encontrar um dentro do outro, calados e cumplices.
Uma trilha sonora de um antigo LP, fazia ecoar todos os medos, desejos e culpas. Queria me perder, queria me achar, porém me restava apenas a opção do silêncio.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pedras e indiretas

Bem, a última crônica rendeu alguns "burburinhos" e eu decidi então, escrever este post com a finalidade de esclarecer uma coisa para os leitores do meu blog miserável. Todos os trechos, frases ou palavras dos textos não fazem referência a ninguém específico. O que eu escrevo é sempre generalizando casos e/ou grupos. Gosto muito dos elogios, sugestões e até mesmo das críticas e "indiretas" que chegam até mim de maneira terceirizada. Pra deixar mais claro ainda, o gênero crônica é bem diferente do comentário, este que serve pra falar exclusivamente de um tema, escrito por um expert no assunto, não por mim (expert em nada). Crianças, não confundam as coisas. Não faço críticas, eu apenas escrevo sentimentos, me divirto, expresso a minha opinião usando ironias, só isso. Eu hein?! Povo mais desconfiado. De qualquer forma, eu adoro quando me atiram pedras e indiretas, é um sinal que vocês ainda leem as minhas loucuras.