
Esta manhã estava nublada, mas com um sabor diferente. Sabor de coisas novas, cores mais vivas e iluminadas. O misto de confusão tinha se aquietado dentro de mim, ficou silencioso por algumas horas. A dúvida sempre me acompanhou, e desde então, tinha decidido seguir viagem sozinha. Eu fiz minha escolha: talvez a certa, talvez a errada, mas era preciso arriscar para saber.
Olhei sobre a mesa uma xícara que refletia a luz do dia vinda das janelas de vidros quadriculados. Minha sombra se detalhava nas paredes cobertas por um verniz cintilante e perolado. Não era onde eu deveria estar, mas era onde eu queria permanecer eternamente. Os lábios eram contornados com delicadeza pelos meus dedos, os olhos teimavam em se encontrar um dentro do outro, calados e cumplices.
Uma trilha sonora de um antigo LP, fazia ecoar todos os medos, desejos e culpas. Queria me perder, queria me achar, porém me restava apenas a opção do silêncio.
Olhei sobre a mesa uma xícara que refletia a luz do dia vinda das janelas de vidros quadriculados. Minha sombra se detalhava nas paredes cobertas por um verniz cintilante e perolado. Não era onde eu deveria estar, mas era onde eu queria permanecer eternamente. Os lábios eram contornados com delicadeza pelos meus dedos, os olhos teimavam em se encontrar um dentro do outro, calados e cumplices.
Uma trilha sonora de um antigo LP, fazia ecoar todos os medos, desejos e culpas. Queria me perder, queria me achar, porém me restava apenas a opção do silêncio.