terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Etéreos


Era a primeira consulta da condessa Lauren McGhoy com seu analista. Estava aflita, embora soubesse que seria a melhor solução para seus medos. Chegou cedo ao consultório, aguardou por alguns minutos e entrou na sala. Muitos livros, uma luminária antiga, uma poltrona reclinável e o tradicional divã.
- Suponho que seja Lauren. – Uma voz grave ecoou da porta.
- Sim, e o senhor é o Doutor Feldman? Tão jovem. – respondeu admirando-o.
- Por favor, me chame de Benjamin. Dediquei minha vida ao estudo da psicologia, mas agora sente-se. – Sugeriu ele.
Depois de muita conversa, pareciam amigos de infância, ela sorria e o médico retribuía com certo ar sacana. Terminava a sessão, Lauren precisava ir. Ele a encarou com tamanha violência e ao mesmo tempo pureza. Seus olhos contavam tudo o que os pensamentos escondiam.
Caminhou até a moça e tocou-lhe o ombro despindo-o de sua escorregadia blusa acetinada. Beijou a pele de textura firme, porém macia provocando nela um leve suspiro. Os lábios encontraram o pescoço desnudo, os cabelos ruivos afastados para o lado numa espécie de convite.
Sem hesitar, Doutor Feldman deslizou-se para provar de sua tez delicada, acariciou-lhe o lóbulo da orelha afagando as madeixas avermelhadas.
- Doutor, pare! – murmurou ela, inconscientemente implorando por mais.
- Ben, me chame de Ben. – respondeu num sussurro.
Em silêncio a paciente sinalizou um sim deitando-se de novo no divã. Suas curvas à meia luz destacavam-se ainda mais pela sombra, era uma obra de arte, um templo, ele pensou. Ben reclinou-se apoiando os braços em volta do corpo dela, tocou-lhe o queixo com a boca e foi subitamente tomado por um beijo quente, intenso, paralisador. As línguas moveram-se tímidas e em poucos segundos entrelaçaram-se íntimas.
A condessa desceu as frágeis mãos pelas costas torneadas do analista agarrando-lhe a carne, arranhou sutilmente os braços definidos enquanto mordiscava o lábio inferior dele e arrepiava-se com o roçar da barba por fazer em seu rosto. Entreolharam-se. Os faiscantes olhos verdes de Ben causavam uma tempestade de desejos em Lauren. Ele relutou por um momento, mas de maneira furtiva abriu o botão que o impedia de explorar os seios rijos. Apalpou com vontade e contenção usando as pontas dos dedos; respirava forte, lento, quase compassado. As batidas do coração insistiam em acelerar e o sangue correr mais rápido em suas veias. Sugou-lhe o mamilo enquanto as pálpebras se encarregavam de permanecer fechadas. Sentiu um ardor percorrer toda a extensão de seu corpo num misto de prazer e culpa. Ouviu passos cada vez mais próximos.
- Doutor Feldman, acorde! Me desculpe incomodar, mas a nova paciente já está na sala de espera. É a condessa McGhoy – afirmou a secretária.
- Estarei pronto em breve – disse ajeitando o blazer cinza amarrotado pelo divã.

3 comentários:

  1. hum.....eletrizante, heym....desperta a melhor das imaginações.....
    bzzs, amoreh.

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  2. Lindo amora, perfect! ameeeeeeeei!!!!

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  3. Li atentamente e compartilhei as sensações do anônimo q postou antes de mim...rs

    Curioso, busquei o significado da palavra etéro e descobri que significa pureza, celestial.

    Nesse contexto me veio à mente as fotos de seu msn... rss

    Té mais

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