sábado, 1 de janeiro de 2011

É demodê ser hype?


A vida é efêmera, intensa e radiante. Despudorada, cheia de luz e densa, mas também caos, um grito de desespero dos demônios mais latentes e pujantes. Se eu fizer um exame de consciência vou encontrar inúmeras patologias até então desconhecidas.
As pessoas não nascem para dar orgulho, elas vêm ao mundo com o propósito de decepcionar, sejam os outros ou a si mesmas. O comum nunca pode ser genial porque a genialidade se esconde nas facetas mais insanas. A inteligência abre mentes e enclausura a realidade, te faz crítico, observardor e alheio aos sentimentos; é mágica, onipotente e depressiva.
Os gênios desconhecem a felicidade, pois esta não é sábia, apenas cega. A inteligência é egoísta, solitária e trágica. É humilhante viver percorrendo o caminho contrário num eterno retrocesso. O universo está abarrotado de pensadores hi-tech. Uns coerentes e alguns nem tanto, o importante é se fazer visto. O novo conhecimento enlatado tornou-se velho e demodê, a nova "onda" é ser explícito e não fazer nenhum sentido.

Um comentário:

  1. Vivemos no tempo da sociedade infomaníaca! Explico. Não se faz faculdade hj em dia p adquirir conhecimento ou pq é um sonho, mas pq é uma exigência de mercado, logo social.

    Buscamos frenéticamente por informações para conseguir dinheiro pra comprar, mas involuntariamente, nos vendemos.

    Cito o caso de um amigo q passou num vestiba a 400 km daqui e namorava há 6 anos. 2 anos de curso foram suficientes para ceifar um relacionamento entre pessoas q podiam dizer o que o outro estava pensando só de olhar.

    A meu ver, certamente a escolha pela formação profissional os obrigou a se desfazer de algo que jamais encontrarão em qualquer outra pessoa.

    Abrax

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