sábado, 15 de maio de 2010

Nova York é na Bahia


Começa aqui a saga de uma heroína nada convencional como as "Helenas" de Maneco, tampouco sofredora no estilo dramalhão mexicano. Estou falando de Cleidemara, baiana "arretada" que veio tentar a vida em São Paulo na função de diarista. Ao longo dos 26 anos, não tinha muita história pra contar até conhecer seu namorado: Uélson. Sim, a grafia e pronuncia estão corretas. No príncipio iria ser Wilson, mas o problema foi o erro da atendente do cartório ao confundir-se com o sotaque alagoano de painho e registrar o menino exatamente com o nome que ouvira.
Cleidemara o conheceu em uma comunidade do Orkut chamada "Eu Amo/Sou Motoboy" e, depois do primeiro encontro teve a certeza: ele era o amor da sua vida. Telespectadora assídua do SBT, começou a acompanhar a primeira temporada de Gossip Girl. Uma tragédia na vida de Uélson. Com os figurinos deslumbrantes das personagens e os acompanhantes masculinos pra lá de sedutores, a moça ficou encantada pela série. Eis então, a ira do motoboy.
Ser trocado por um bando de ricos deprimidos e ainda por cima fictícios era demais pra ele. Nem Dan Humphrey o fazia crer na ideia de que os plebeus também podem galgar degraus. Ela sentou-se em frente a TV com uma sacola plástica abarrotada de pipoca e permaneceu vidrada na atuação de Ed Westick, esquecendo-se de Uélson, deitado do seu lado em uma almofada indiana à lá novela da Glória Perez. Tomado pelo tédio, ele caiu no sono e roncava profundamente, ela irritada deu-lhe um cutucão e emendou: "Que pena, você não é um Chéck Béis"


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