quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nove e quarenta


Aquela manhã não parecia igual. O ar estava mais denso, o vento mais brando e o sol teimava em esconder-se atrás das nuvens.
Para ela, poderia ser um dia como outro qualquer. Para ele, uma esperança. Vidas que se cruzariam sem um motivo especial. Ela, viciada em pastilhas de hortelã e bandas alternativas, ele fã de Audioslave e literatura de ficção. Aparentemente, tudo e nada em comum. Vítimas do acaso? Talvez. Aquelas ruas extensas carregadas de histórias faziam-na perceber como sua vida era monótona. Decidiu encontrá-lo, mesmo sem uma desculpa pensada. Marcaram um encontro às nove e trinta. Às nove e quarenta ela chegou.

- Achei que não viria - disse ele em tom de alívio.
- Gosto de supreender - ela respondeu sorrindo.


Esse momento marcava a fusão das vidas de um professor e uma jornalista.
Inquietos, opinativos, rítmicos, sincronizados...






Um comentário:

  1. Não existe ninguém no mundo que não queira viver esse tipo de atmosfera.
    É divino poder contar, detalhar e sentir isso outra vez.

    Espero que existam ainda muitas páginas pra vocês.

    Ao menos eu posso ler.
    Beijos.

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